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Condomínios perdem valor devido a conflitos eternos

A má vontade dos moradores para resolver conflitos e disputas de poder têm gerado conflitos que perduram por décadas em inúmeros condomínios, tem ocasionado a venda dos apartamentos e casas por aqueles que desejam preservar a saúde mental e a segurança de seus familiares. Vários são os casos de moradores que passam a ter problemas de saúde, aflições e até problemas familiares diante das situações inacreditáveis que ocorrem nos edifícios e condomínios fechados que deveriam ser local de conforto e tranquilidade.

O ser humano é um ser social, sendo comum ocorrer divergências de ideias no dia a dia, especialmente no trabalho e nos negócios. A vida nos prepara para enfrentar riscos e frustrações. Entretanto, o local mais sagrado é o nosso lar, local onde buscamos segurança e aconchego, sendo que no momento que ocorre problemas com vizinhos, essa intranquilidade afeta nossos familiares, o que é mais grave, a ponto de gerar desgostos que motivam a perda de prazer em residir onde sonhamos em ter paz e alegria.

Ausência de atitude positiva

A maioria desses problemas poderiam ser solucionados com a contratação de profissional isento e experiente, que domine as questões jurídicas que acarretam as polêmicas, de maneira a conciliar os interesses e demonstrar o direito de cada um. Isso exige empenho, boa-fé, espírito elevado e boa vontade em tornar o condomínio num local agradável, sem disputas e mágoas que em nada contribuem para o bem-estar da coletividade.

Os proprietários mais atuantes devem estimular a reflexão sobre a perda de tranquilidade que problemas que se perpetuam têm causado, gerando o temor do síndico realizar assembleias que são marcadas pela ausência daqueles que desejam evitar a confusão decorrente da falta de educação, paciência e de uma convenção atualizada.

Vários são os pretendentes à compra dos apartamentos e casas que ao pesquisarem sobre o condomínio deixam de fechar a transação ao saber das confusões e dos processos judiciais motivados por alguns condôminos que deveriam residir em fazendas, bem longe das propriedades compartilhadas que exigem bom senso, gentileza e cordialidade para possibilitar a convivência. 

Não é aceitável permitir que o local onde vivemos se torne “condemônio”, onde as pessoas têm receio de encontrar com alguns nos corredores, elevadores, na garagem e que evitam ir às assembleias.

Como palestrante em Congressos sobre Condomínios abordamos as situações que foram filmadas pelas câmeras dos edifícios, sendo que ela podem ser acessadas pelo Youtube por meio do link “Condomínios vivenciam agressão e desrespeito às leis – Síndico tem o direito de evitar os riscos“.

Tudo tem solução

Ao advogar por quase 40 anos nas questões condominiais constatei diversos problemas que poderiam ser solucionados se a administração contasse  com o apoio da assembleia para implementar as medidas jurídicas adequadas.

Lamentavelmente, presenciei a consolidação dos meus alertas de que ao deixarem de se unir em busca da pacificação, muitos colocariam suas moradias a venda e diante do conhecimento dos problemas que os pretendentes procuram se informar, resultaria na desvalorização dessas propriedades.

Diante disso, passamos a compreender as manchetes nos jornais e no Youtube que divulgam tragédias nos condomínios, conforme relatamos no artigo publicado nesta coluna,  “Condomínios vivenciam agressão e desrespeito às leis“

Confira a matéria completa no Jornal O Tempo

Faça o download do arquivo em PDF clicando aqui

Kênio de Souza Pereira

Consultor Especial da Presidência da OAB-MG

Vice-presidente da Comissão Especial de Direito Condominial da OAB Federal

Diretor da Caixa Imobiliária Netimóveis

kenio@keniopereiraadvogados.com.br