Os aluguéis residenciais têm subido bem acima da variação do IPCA e do IGP-M, fato esse comprovado pelo Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) criado pela FGV para suprir a falta de um índice dedicado a apurar a variação dos preços das locações. O IVAR no mês de maio/23 fechou em 0,06%, acumulando a alta de 8,14% de junho/22 a maio/23. Com a tendência de alta, ao fechar o mês de junho acumulou a alta de 7,96%, no período de julho/22 a jun/23, sendo que era esperado alta em torno de 9%.
Portanto, a diferença expressiva do IVAR, demonstra a impropriedade do IGP-M refletir a variação dos aluguéis, pois o acumulando anual registrou a queda -4,47% no mesmo período. Diante disso, o mercado tem usado o IVAR como referência de reajuste e implantado esse índice nos contratos antigos e novos.
O colunista de Direito Imobiliário da Rádio Justiça, Kênio Pereira, que é diretor em MG da Associação Brasileira de Advogados do Mercado Imobiliário, conselheiro do Secovi e da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, analisou a situação do mercado de locações no país, e explica as diversas razões que têm levado os locadores e inquilinos a aplicarem o IVAR nos contratos antigos e novos, pois o IGP-M tem na sua composição 98,73% de produtos e serviços que não têm qualquer ligação com habitação e nem locação.
. A própria Fundação Getúlio Vargas no início de 2020 criou o IVAR que é o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais. No portal da FGV consta que “o IVAR representa um aprimoramento das estatísticas sobre aluguéis residenciais do FGV IBRE”. E que a sua criação tem “o objetivo de oferecer um índice que reflita de maneira mais fiel a realidade do mercado imobiliário”.
Ouça a entrevista da Rádio Justiça.